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Como evitar o superendividamento e organizar as contas

FOTO: © Divulgação/Pixabay

Como evitar o superendividamento e organizar as contas

Sem planejamento, condições facilitadas de crédito podem ser a porta para a inadimplência. Entenda como sair do vermelho

Manter as contas no azul é um desafio se o consumidor não fizer um planejamento financeiro adequado. Em alguns casos, condições favoráveis de crédito podem se tornar uma armadilha se não houver cuidado.

Para ajudar o consumidor a entender o que leva ao superendividamento e como tomar a melhor decisão na hora das compras, o Portal Brasil buscou informações com educadores financeiros e professores.

Newton Marques, professor da Universidade de Brasília (UnB), explica que é comum o momento das compras se tornar uma válvula de escape para estresse e problemas cotidianos.

Isso, somado a facilidades de acesso a crédito, acaba levando o consumidor a acumular parcelas além do que o seu orçamento suporta.

Como comprar de maneira consciente

Marques recomenda que, antes de concretizar qualquer compra, responda-se a três perguntas: 1) tem necessidade? 2) tenho dinheiro? 3) tem de ser agora?

“Se a resposta para essas três perguntas for sim, então o consumidor está capacitado para consumir. Se a resposta for não para qualquer uma delas, não compre”, explicou.

Ao planejar seus gastos, especialistas orientam que o consumidor tenha em mãos quais foram seus gastos e seu orçamento nos últimos 12 meses e qual são expectativa de renda para os próximos 12 meses.

Com base nesses dados, é possível saber, a cada mês, se aquela prestação a mais cabe no orçamento e até quanto ela irá comprometer sua renda.

Como renegociar uma dívida

Para quem já está superendividado, uma opção é renegociar a dívida junto ao banco. “Com essa expectativa de receita e despesa para os próximos 12 meses, o consumidor deve procurar o banco e propor um parcelamento que permita sair daquela dívida”, sugeriu Marques.

Segundo o economista, é preciso tentar chegar a um acordo no qual seja possível pagar a dívida e ainda sobrar dinheiro suficiente, em cada mês, para que todas as despesas essenciais sejam pagas.

FONTE: Portal Brasil, com informações do Corecon-DF e da UnB
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