Ouça agora na Rádio

N Notícia

© Sputnik / Vladimir Vyatkin

FOTO: © Sputnik / Vladimir Vyatkin

Luta por recursos: quais são objetivos dos EUA no Ártico?

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que os EUA tentam intensificar as tensões no Ártico. O vice-diretor do Instituto Nacional russo de Desenvolvimento da Ideologia Moderna, Igor Shatrov, comenta as ações dos Estados Unidos nesta região.

Informações Compartilhadas Sputnik Brasil

A representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, comentou as declarações do conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, notando que os EUA tencionam transformar o Ártico em um teatro de guerra e intensificar a tensão na região.

Recentemente, Bolton, em uma conferência na Academia da Guarda Costeira, declarou que Washington pretende desafiar a Rússia no Ártico. Segundo ele, "a Guarda Costeira norte-americana vai dar o primeiro passo no restabelecimento da liderança dos EUA no Ártico, à qual durante muito tempo não foi dada a importância adequada".

Zakharova sublinhou que tudo isso significa uma mudança da atitude dos EUA para com esta região, e que a "retórica belicosa" do país mostra que sua intenção principal é intensificar a tensão na região e transformá-la em um teatro de guerra.

Igor Shatrov em entrevista ao serviço russo da Radio Sputnik exprimiu a ideia que tais declarações de Bolton provocam uma inquietação justificada e que o Ártico pode se tornar em novo Oriente Médio.

"Devido à presença de enormes reservas de hidrocarbonetos na região, torna-se claro que existe uma concorrência por estes recursos e capacidades no Ártico, que a Rússia têm mais do que todos os outros países. Compreendemos que os Estados Unidos, que demonstraram nos últimos anos que não estão dispostos a defender as suas capacidades através de uma concorrência tradicional e justa, podem simplesmente passar aos seus métodos habituais de força".

O cientista político explicou que a Rússia fica preocupada quando ouve certas declarações gratuitas de funcionários norte-americanos, que, na verdade, não são gratuitas, uma vez que a estratégia americana visa privar a Federação Russa das vantagens competitivas naturais que tem devido à sua localização geográfica.

FONTE: Sputnik Brasil
Link Notícia