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Ativistas dos direitos humanos pedem proibição de 'robôs assassinos'

A ONG que defende os direitos humanos, chamada Anistia Internacional, apelou à comunidade internacional para proibir o uso de "robôs assassinos" na legislação internacional, segundo comunicou o site da organização.

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O grupo fez esta declaração, na segunda-feira (27), no início das negociações da ONU em Genebra entre especialistas governamentais sobre sistema letal de armas autônomas (LAWS, na sigla em inglês).

"Robôs assassinos já não são ficção científica. O progresso tecnológico de armas, de drones com inteligência artificial a armas autônomas, que podem escolher seu alvo, está seriamente à frente da legislação internacional", declarou o pesquisador em inteligência artificial e especialista da organização Abdul Rahim.

Ativistas dos direitos humanos assinalaram que o cumprimento da legislação internacional é garantido apenas se o "alvo" for identificado e tiver sido escolhido por uma pessoa.

"A proibição de sistemas autônomos de armas pode prevenir alguns cenários realmente apocalípticos, por exemplo, corrida armamentista de tecnologia de ponta entre superpotências, que pode levar à proliferação de armas autônomas. Nós apelamos para que os países, que estão presentes em Genebra nesta semana, ajam urgentemente", anunciou o especialista.

A organização afirmou que embora a maioria dos participantes das negociações de abril de 2018 tenha se manifestado a favor do controle humano sobre as armas, alguns países estão impedindo criação da legislação, que proíba a elaboração de sistemas autônomos. Em particular, trata-se de países que, segundo as palavras dos ativistas dos direitos humanos, já estão elaborando armas autônomas, tais como França, Rússia, Coreia do Sul, Israel, Reino Unido e EUA.

As conversações dos especialistas governamentais na ONU sobre LAWS foram iniciadas hoje (27) e continuarão até 31 de agosto. Espera-se que o grupo de especialistas encontre soluções para problemas humanitários e para outros problemas de segurança, que podem surgir em relação às novas tecnologias na esfera de armas.

FONTE: Sputnik Brasil
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