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Alemanha sobre guerra comercial entre EUA e UE: as relações transatlânticas estão em risco

Ministro da Economia da Alemanha avisa sobre o risco de uma guerra comercial entre EUA e União Europeia.

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O prazo para o presidente dos EUA, Donald Trump, decidir se vai aumentar as tarifas sobre o aço e alumínio europeu termina em 30 de abril, a UE está considerando medidas de retaliação contra o aço, alumínio, uísque, sumo de laranja e motociclos de produção norte-americana. O ministro da Economia da Alemanha avisa sobre o risco de uma guerra comercial.

"A minha opinião é que nem os EUA, nem os europeus deveriam se arriscar uma guerra comercial", disse o ministro Peter Altmaier à emissora alemã ARD.

Ele manifestou o seu empenho em realizar negociações e discussões em vez de introduzir tarifas aduaneiras contra produtos norte-americanos. Segundo Altmaier, a possível guerra comercial pode afetar as relações transatlânticas.

"A política comercial dos últimos 40 anos está em risco", declarou o ministro, sublinhando que as relações comerciais são o maior ponto de fricção entre os EUA e a UE, junto com questões aduaneiras, a defesa, os gastos da OTAN e o acordo nuclear com o Irão. 

Para Altmaier, a Europa deve fazer uma proposta para os EUA. Segundo ele, não é sensato que a UE imponha tarifas contra determinados produtos norte-americanos.

"Não devemos adotar a atitude de Donald Trump", declarou ele, acrescentando que as empresas e consumidores seriam forçados a carregar o fardo do aumento de tarifas.

Em 28 e 29 de abril, a chanceler alemã Angela Merkel, o presidente francês Emmanuel Macron e a primeira-ministra britânica Theresa May concordaram em conversas telefônicas que a União Europeia deve estar pronta para defender seus interesses comerciais se os Estados Unidos tomarem medidas comerciais contra o bloco.

Em 23 de março, Trump cumpriu uma promessa de campanha e impôs uma tarifa de 25% sobre as importações de aço e uma tarifa de 10% sobre o alumínio, tendo a UE ficado temporariamente excluída da aplicação destas tarifas. Até 1 de maio, o presidente deve decidir se a isenção é temporária ou permanente. Segundo os representantes dos outros países, essas tarifas prejudicariam seriamente os mecanismos de comércio multilateral representados pela Organização Mundial do Comércio e teriam um impacto grave para as relações comerciais a nível global.

FONTE: Sputnik Brasil
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